
Ao longo dos anos a tendência de alguns desfiles ou “paradas” é melhorar, pois as experiências adquiridas no ano servirão para corrigir os erros que fora cometidos no ano anterior. Pois bem, no ano de 2008 tive a grande experiência de participar da VII Parada Gay da Bahia, que aconteceu no Centro da Cidade, Campo- Grande à Praça Castro Alves, Salvador. Foi uma verdadeira “Parada”, só via pessoas GLS ( Gays, lésbicas e Simpatizantes) engraçadas, bem-humoradas, uma festa organizada, muita música “tecno” e bem policiada. Apesar das constantes brigas. O que me incomodava era ver alguns heterossexuais estragarem a festa destina ao público Gay, ou melhor, dizendo “tirando o brilho” com fortes brigas, insultos e furtos a todo instante.
Neste ano não foi muito diferente. Na VIII Parada Gay da Bahia as brigas prevaleceram, roubos nem é bom comentar, insultos então, foi o que mais teve. Inclusive a um simples servo de Deus, que pregava a oração nos intervalos de alguns trios. Um homem teve o desfrute de rasgar a faixa que o servo carregava.
As ruas do Centro da Cidade ficaram tomadas de gente, o que me impressionava era o número pequeno de Gays. Se a parada é destinada ao público Gay, porque havia poucos? Creio que à falta de respeito de alguns “heteros” para com os Gays, estes se desanimaram. A parada me parecia mais um carnaval fora de época, só que com poucas bandas de axé. Tinham alguns transvertidos em cima dos trios. No entanto, quem acompanhava não eram os mesmos.
O que me entristecia era ver esse tipo de injustiça.
A Parada Gay é dos Gays. É um direito e um dia destinado a luta diária que eles enfrentam no dia a dia. A maioria das pessoas tem que se conscientizarem que devemos ir sim, mas para apreciar a festa. Nossa presença conta como mais um apoio.



